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O benefício das fibras para diabéticos


Controlando os níveis de açúcar no sangue, as fibras são ótimas aliadas na prevenção e no tratamento da doença.

Quando uma substância chamada insulina não é devidamente produzida ou não dá conta de exercer suas funções no organismo, instala-se o ambiente ideal para o diabetes, uma disfunção crônica que exige muitos cuidados, especialmente com a alimentação.


Controlar os níveis de glicose circulando no sangue é obrigação número 1 de quem sofre com a doença. Há quem pense que apenas cortar o açúcar do cardápio é suficiente, mas a mudança de hábito vai um pouco além disso e não se baseia apenas em restrições, uma vez que investir em refeições ricas em fibras pode ajudar a tratar e prevenir o diabetes.


Escolha certa

Pesquisa publicada no New England Journal of Medicine comprovou que pacientes que incluíram 50g de fibras na alimentação diária (quase o dobro da porção recomendada pela Associação Americana de Diabetes) conseguiram reduzir os níveis de glicose no sangue em 10%. “A suplementação da dieta com fibras solúveis é considerada uma medida eficiente no tratamento de diabéticos, pois a fibra induz a um perfil lipoproteico mais adequado em longo prazo. E por também fazer o intestino funcionar melhor, promove equilíbrio do metabolismo”, explica a nutricionista Greice Caroline Baggio.

Está aí motivo mais do que justo para acrescentar verduras, legumes, frutas inteiras, grãos e cereais na rotina. Mas para obter resultados mais concretos não só no controle como na prevenção da doença, dois ingredientes deve ter presença diária no cardápio.


Com casca e tudo

A parte branca da casca do maracujá é rica em um tipo especial de fibra solúvel, a pectina, que tem particular ação no controle da glicose no sangue. “A farinha obtida da casca da fruta tem capacidade de reter água, formando géis viscosos que retardam o esvaziamento gástrico e o trânsito intestinal, eliminando parte dos açúcares consumidos na refeição”, explica a nutricionista.

Para obter esse benefício, é preciso adicionar a farinha diariamente ao cardápio. “Cerca de 1 colher (sopa), três vezes ao dia, é o consumo ideal, mas vale dizer que acrescentar a farinha somente trará bons resultados em uma dieta pobre em gorduras saturadas e açúcares”, recomenda Greice.


Veja também: Os benefícios da casca de maracujá


Em qualquer horário do dia, misturada a sucos, iogurtes, vitaminas, sopas e saladas, a farinha de maracujá ainda fornece: vitamina B3, que atua na produção de hormônio; ferro, que previne anemia; cálcio, que fortalece ossos e dentes; e fósforo, que melhora a oxigenação das células.


Faça em casa

A farinha de maracujá pode ser encontrada no mercado, mas prepara-la em casa garante mais benefícios, pois os nutrientes são melhor preservados. Usando uma escovinha, lave bem 6 maracujás. Deixe-os de molho por 20 minutos em uma mistura de água com bicarbonato de sódio, na proporção de 1 colher (sopa) de bicarbonato para 1 litro de água. Lave os maracujás novamente em água corrente, divida-os ao meio e retire a polpa, que pode ser usada como quiser. Corte as cascas em tiras, disponha em uma assadeira e leve ao forno médio até secarem, cerca de 30 minutos. Espere esfriar e bata no liquidificador até formar uma farinha. Peneire e guarde em um recipiente escuro e com tampa, dentro da geladeira.


Comida de todo dia

O arroz faz parte de um dos pratos mais consumidos pelos brasileiros. Par perfeito do feijão é excelente fonte de energia, mas na sua versão polida (o popular arroz branco), pode não ser boa opção para a saúde. “Além de ser pobre em nutrientes, é um tipo de alimento rapidamente digerido, transformando-se em depósito de gordura com maior facilidade e criando picos de glicemia sanguínea que sobrecarregam as células do pâncreas e aumentam o risco de desenvolvimento de diabetes”, explica a especialista.

Uma pesquisa feita na Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, comprovou que quem consome arroz branco cinco vezes por semana tem 17% mais chance de sofrer com diabetes tipo 2 em relação a quem só ingere o alimento uma vez na semana. Fazer a substituição por arroz integral, no entanto, tem efeito contrário, ou seja, diminui o risco de desenvolver a doença. A mesma relação pode ser feita com grãos refinados e grãos integrais, de acordo com os autores do estudo.


Você sabia?

Muita gente associa diabetes à adição de grande quantidade de açúcar na alimentação, mas as causas de se desenvolver ou não a doença vão bem além disso. “Consumir açúcar em excesso contribui com a obesidade e são os níveis elevados de gordura corporal que interferem na ação da insulina, podendo aumentar o risco de diabetes. Há um percentual limite para o consumo de carboidratos simples (sacarose, frutose, glicose), que deve ficar em torno de 10% das calorias totais consumidas”, explica a nutricionista Greice Caroline Baggio.


Texto: Sabrina Cid / Consultoria: Greice Caroline Baggio, nutricionista
Fonte: revista O Poder das Fibras Extras | Ano 1, Nº 1, 2012





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