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Acabe com o mau hálito


Elimine aquele odor desagradável na boca e viva melhor...

Desconforto, insegurança, baixa autoestima e isolamento social. Quem sofre com o problema de mau hálito sabe muito bem como isso interfere tanto na vida pessoal, quanto na profissional.


O fato é que cerca de 30% da população nacional, de acordo com dados da ABHA (Associação Brasileira de Halitose), possui esse problema, mas a grande maioria deste montante desconhece que padece disso. “Apesar de não ser considerada uma doença, a halitose pode denunciar algo de errado no organismo”, explica o presidente da associação, Marcos Moura, de São Paulo, SP.

Ele conta que existem mais de 50 causas diferentes, sendo que muitas não estão relacionadas à falta de higiene bucal. “Mesmo que a pessoa escove os dentes corretamente e faça o ouso do fio dental e de raspadores linguais, ainda assim é possível apresentar um hálito não tão agradável. Nestes casos, por exemplo, pode haver uma alteração na quantidade ou na qualidade da saliva.”

Por Ana Carolina Caires


PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO

Assim como a alimentação é importante para a saúde do corpo, também é essencial na manutenção da saúde bucal.

Segundo Moura, alguns alimentos podem modificar o hálito, como o alho e a cebola, e devem ser evitados em casos de halitose. “Uma alimentação rica em proteínas também pode provocar o mau hálito, já que as bactérias presentes na halitose são proteolíticas, aquelas que fermentam exclusivamente as proteínas.”

Contudo, vale lembrar que o jejum ou as dietas prolongadas também podem dar origem ao mau hálito, assim como os problemas na vias aéreas superiores (adenoides, amigdalites frequentes, rinites e sinusites), o estresse, o diabetes, os problemas renais e, até mesmo, a prisão de ventre acentuada. “O uso excessivo de medicações e fatores como o fumo, os entorpecentes e as bebidas alcoólicas são grandes comprometedores do hálito”, acrescenta o presidente que também é cirurgião-dentista.

A ocorrência de halitose infantil é, na maioria dos casos, relacionada a alguma cárie em evolução e sem tratamento, e que deve ser investigada rigorosamente por um profissional. Os pais devem fazer a higienização da língua com uma gaze desde a é poca da amamentação, removendo assim a Saburra Lingual.

A alimentação pastosa, tanto em crianças como em adolescentes, pode favorecer o surgimento da halitose, já que não ocorre uma produção salivar adequada pela falta de estímulo das glândulas salivares durante a mastigação.

Os tratamentos, por sua vez, vão do cuidado com os dentes e as gengivas a procedimentos que aumentam a salivação. “Dizemos que a halitose é multidisciplinar, visto que 90% das causas estão ligadas à própria boca, e o cirurgião-dentista é o profissional mais indicado para o tratamento. Mas, dependendo do caso, o dentista pode encaminhar o paciente para outros profissionais, como otorrinos, nutricionistas ou gastroenterologistas”, frisa o presidente da ABHA, ao afirmar que durante o período noturno há uma diminuição da saliva e, consequentemente, um aumento na quantidade de bactérias na boca, provocando a alteração do hálito. “É o que chamamos de halitose fisiológica, aquela que todas as pessoas têm ao acordar, mas que também pode ser amenizado com novos hábitos pessoais e regularização da produção salivar, se for o caso.”


BOA CONVIVÊNCIA

A cirurgiã-dentista, Cláudia Christianne Gobor, de Curitiba, PR, especialista no tratamento de halitose comenta que o portador deste problema realmente se isola do convívio social, uma vez que se sente inseguro ao se aproximar de outras pessoas. Para saber mais sobre o problema, confira abaixo um bate papo com a especialista.

1) Quais são os reais prejuízos que a halitose provoca na vida pessoal e profissional de uma pessoa? É comum que ela se isole afetivamente quando descobre que possui mau hálito?

RE: Na vida pessoal, se a pessoa não sabe o que fazer para resolver o problema, pois já deve ter utilizado tratamentos mascaradores e notou que não obteve resultados satisfatórios, ela acaba por se isolar afetivamente, inclusive deixando de beijar ou mesmo chegar muito perto do seu parceiro(a).

Tratando-se do ambiente corporativo, quando a pessoa não percebe ou não sabe que possui halitose, seu crescimento profissional pode ficar comprometido, independentemente de sua competência e, principalmente, se este tiver contato próximo a outras pessoas. A halitose pode se tornar ofensiva para aquele que convive com um colega que possua mau hálito. Se em uma entrevista emprego, por exemplo, o individuo estiver disputando a vaga com outra pessoa que não possua halitose, a chance de conseguir a vaga com outra pessoa, a chance de conseguir diminui consideravelmente. Para um profissional que trabalha com vendas, a situação pode ser além de constrangedora, muito prejudicial para sua carreira.

2) Como é possível lidar com esse problema?

RE:O uso de mascaradores, como balas e chicletes, por exemplo, nem sempre é bem visto no ambiente profissional. Recomenda-se um maior cuidado na higienização, o aumento de ingestão de água e, se a pessoa puder contar com um colega de sua extrema confiança, o ideal seria pedir que este o alertasse quando surgir o mau cheiro.

Algumas vezes o parceiro afetivo pode ajudar, sugerindo que o mesmo procure um especialista, o que nos ajuda muito, já que esta pessoa que convive com o cônjuge pode monitorar a melhora do hálito quando se faz o tratamento no consultório.

3) Qual a melhor forma de dizer ou convencer alguém a respeito de sua halitose?

RE: O ideal seria tratar o assunto com a maior naturalidade possível. Porém, isso dificilmente acontece, até mesmo por conta do receio em ofender a pessoa. Uma alternativa válida é o serviço SOS Mau Hálito, disponível no site da Associação Brasileira de Halitose (www.abha.or.br).

4) Pacientes que um dia sofreram de halitose, mas que hoje levam uma vida normal, conseguem se sentir seguros de fato?

Com certeza. A autopercepção do hálito fica mais aprimorada e as pessoas também começam a sentir seguras em relação aos outros quando percebem que, em uma conversa, por exemplo, não mais ocorre o afastamento da outra pessoa e ninguém, os oferece mascaradores, como chicletes e balas.


SERVIÇOS:

Cláudia Christianne Gobor
Cirurgiã-Dentista e Secretária da Associação Brasileira de Hlaitose Curitiba/PR
Tel: 41 3022-3131
halitosecuritiba@gmail.com

Marcos Moura
Cirurgião-Dentista presidente da Associação Brasileira de Hlaitose São Paulo/SP
Tel: 11 2887-1212
www.abha.or.br


Fonte: Revista Ideias Polishop, Ano X - Nº 2 - 2012 | www.polishop.com.br





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