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Perseguições a jovens e crianças pela internet não é brincadeira


Se seu filho não quer ir às aulas, aparenta baixo rendimento nas atividades, está ansioso e inseguro, dá explicações estranhas para a falta de material escolar e machucados, não quer acessar a internet na frente dos pais e fica triste ao receber telefonemas e mensagens, ele pode ser vítima da perseguição dos colegas. Descubra como ajudá-lo.



Comportamento agressivo

• Atitudes como ameaçar, intimidar, excluir, ferir, humilhar e ofender determinada criança são características de uma violência, que ocorre especialmente no ambiente escolar, conhecida como bullying.

• Hoje é cada vez mais comum que os ataques aconteçam também por mensagens de celular e pela internet, através de páginas de relacionamento, e-mail, bate-papo, blog e jogos on-line. Trata-se do cyberbullying.

• Nessa modalidade de perseguição, o agressor ou um grupo se sente protegido pelo anonimato do mundo virtual e consegue espalhar mais rapidamente informações para destruir a imagem de um colega ou professor.

• A pedagoga Maria Irene Maluf explica que, diferente das brincadeiras, o bullying, seja pessoalmente ou através do computador, é um ataque contínuo, intenso e que foge dos limites, com a intenção de magoar o outro.

• “Muitas vezes o agressor parte de um fato verdadeiro ou de uma fragilidade da vítima para intimidá-la e constrangê-la, afetando profundamente sua autoestima”, esclarece.


Todos precisam de ajuda

• Geralmente, a criança ou o adolescente que sofre com o bullying tem alguma característica física ou comportamental diferente, dificuldade de relacionamento ou uma realidade que desperta preconceito, como ser adotado ou ter poucas condições financeiras.

• O agressor costuma ser alguém inseguro, que aprendeu com adultos a usar a agressão como forma de impor poder. “Frequentemente, ele foi vítima de rejeição, humilhações e pouco cuidado por parte de uma família desestruturada, o que fez com que se tornasse um valentão na aparência. Mas é uma criança ou um jovem que precisa de assistência para conseguir se expressar e se relacionar de forma adequada”, avalia a especialista.


Resolva o problema

• Na opinião de Maria Irene, as instituições de ensino devem promover atividades preventivas, que trabalhem os valores morais com jovens e crianças, já a partir dos 5 anos de idade.

• Além disso, é importante conversar com os agressores, dificultar o acesso deles aos alunos mais frágeis e acompanhar de perto quem apresenta características de que sofre com o bullying.

• “A escola deve chamar os pais e recomendar que a vítima e o agressor sejam atendidos por profissionais especializados ou oferecer esse tipo de serviço”, aconselha. Também orientar sobre quais medidas devem ser tomadas para retirar as ofensas da internet.

• Os pais precisam estar muito atentos aos sinais dados pelas mudanças no dia a dia do filho e mostrar abertura para que ele desabafe sobre o problema. “Não adianta mudá-lo de escola, pois ele pode voltar a se tornar uma vítima de tudo isso. É preciso procurar acompanhamento psicológico e fortalecê-lo para enfrentar a situação de frente”, sugere Maria Irene.

• Já a família que descobre que seu filho pratica o bullying não pode tratar a questão com desdém, dar seu consentimento ou encobrir esse comportamento tão prejudicial.

• “Também vai piorar as coisas agir de forma violenta. Sem ajuda adequada, muitas dessas crianças poderão vir a ser delinquentes na juventude e adultos desajustados no futuro”, alerta a especialista.


VEJA TAMBÉM:

Cyberbullying: como saber se seus filhos são vítimas

Bullying: conheça os tipos e características desse mal comportamento


Consultoria: Maria Irene Maluf, pedagoga e especialista em educação especial.
E-mail: irenemaluf@uol.com.br

Fonte: Revista Malu - Ano 11, Nº 379 | www.revistamalu.com.br





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