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Pesquisa mostra que 76% das brasileiras são sedentárias


Embora sejam cada vez mais expressivos os esforços na conscientização quanto à importância da prática de atividades físicas, 66% dos brasileiros não possuem o hábito de fazer exercícios, mesmo que esporadicamente. A alarmante porcentagem foi auferida numa recente pesquisa desenvolvida pela agência de inteligência e pesquisa de mercado Hello Research. A agência entrevistou mil pessoas, em 70 cidades espalhadas pelas cinco regiões do país.


Se o número de sedentários foi surpreendente, mais preocupante é o quadro quando tratamos apenas das mulheres. Do total de entrevistadas, 76% assumiram o sedentarismo. Na ala masculina, a porcentagem de sedentários, apesar de menor também não é nada animadora: 55% dos homens entrevistados afirmaram não praticar exercícios físicos.

A pesquisa apontou também uma grande diferença da prática esportiva entre entrevistados de faixas etárias diferentes. Enquanto no grupo de entrevistados de 16 a 24 anos, 52% afirmaram não serem adeptos da atividade física, nos entrevistados de 60 anos ou mais essa porcentagem sobe para 76%.

O grau de escolaridade é outro fator bastante relevante para a ocorrência ou não do sedentarismo. O grupo que possui alguma formação universitária apresenta 58% de sedentários enquanto o grupo que não tem nenhuma escolaridade ou primário incompleto soma 83%.

Entre as atividades físicas mais praticadas, a corrida ou caminhada aparece como a preferida pelas mulheres com 56% e o futebol lidera entre os homens com 69% da preferência.

Davi Bertoncello, sócio-diretor executivo da Hello Research, conjectura sobre a alta porcentagem de mulheres sedentárias. "O resultado foi mesmo surpreendente. E, aliás, uma surpresa negativa. Apenas 1 em cada 4 mulheres pratica exercícios regulares. Acredito que apesar das mulheres serem mais vaidosas, boa parte delas acabam recorrendo a estratégias que acreditam ser mais fáceis e ou eficientes. Muitas adotam dietas das mais perigosas e outras chegam até a tomar medicamentos para ter essa melhora. É tudo uma questão de conscientização e acesso à informação correta", destaca Davi.

Já a especialista em Endocrinologia e Metabologia Cristina Formiga tem outra hipótese para o resultado. "As mulheres com dupla jornada de trabalho não encontram tempo para a realização de atividade física e acabam dando prioridade para os acontecimentos do dia a dia, como filhos, marido, casa e trabalho. Os homens são mais disciplinados e se organizam melhor para colocar na rotina o exercício físico", aponta Cristina.
A médica endocrinologista alerta para os riscos que os sedentários estão correndo por não praticarem exercícios físicos. "Os sedentários podem evoluir com diabetes, hipertensão arterial sistêmica, obesidade e hipercolesterolemia que fazem parte da síndrome metabólica", enumera Cristina.

Os riscos do sedentarismo podem ser mais complicados para as mulheres, segundo Cristina Formiga. "Em mulheres após a menopausa, o sedentarismo pode levar à perda mais acentuada de massa óssea predispondo a osteoporose e futuramente fraturas ósseas principalmente no fêmur, fato que eleva a mortalidade nesta população", explica.

Formiga também ressalta a importância da prática de atividades físicas para a prevenção de algumas doenças. "A prática de execícios pode prevenir eventos cardíacos como infarto agudo do miocárdio e diabetes mellitus tipo 2, osteoporose, sarcopenia do idoso. Além disso, o exercício físico libera hormônios como adrenalina e serotonina que auxiliam na saciedade e no bem-estar, destaca Cristina.

Ela ainda orienta os sedentários que queiram passar por uma mudança de comportamento, em busca de maior qualidade de vida. "Inicialmente, deve-se fazer uma avaliação física com médico para que o paciente seja liberado à prática de exercícios moderados. Posteriormente deve-se iniciar um treinamento leve sob supervisão de um educador físico e aumentar a intensidade de acordo com cada indivíduo e suas comorbidades. A caminhada é um exercício leve que pode ser feito com segurança para iniciar um treino. Aliado à prática de atividade física é importante frisar uma alimentação saudável, ingestão de pelo menos 1,5 litros de água por dia, suspender o tabagismo e o uso excessivo de álcool", recomendou a endocrinologista.


Por Pedro Hosken | Yahoo Brasil





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