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Saiba a diferença entre timidez e fobia social


Ficar envergonhado com tudo pode ser um sinal de alerta...

Bastante comum, a timidez é um problema que afeta homens e mulheres já na infância. Apesar disso, é considerada apenas um estado anímico e não uma doença, para o bem de quem tem de lidar com isso.


Insegurança, temor pelo que os outros podem pensar ou dizer, em relação a comportamentos e amizades, por exemplo, baixa autoestima, receio frente a pessoas que representam autoridade, e medo de expressar ideias e pensamentos são algumas características das pessoas tímidas. “Elas sentem necessidade de agradar aos outros e de não errar. Além disso, não querem ser notadas e têm grande desconforto em situações sociais”, comenta a psicóloga, Rita Romaro, de São Paulo, SP.

Ela explica que a timidez pode se apresentar em diferentes níveis de intensidade. “Segundo a profissional, a timidez, quando muito forte, pode evoluir para alterações cognitivas, afetivas, condutas obsessivas e relação às próprias atitudes, entre outras, sempre com a perda da espontaneidade”, revela Rita.

De acordo com a psicóloga, Valéria de Jorge, também de São Paulo, SP, todos os seres humanos são, em algum momento da vida, afetados pela timidez, que funciona como uma espécie de regulador social, um inibidor dos excessos condenados pela sociedade. “Ela age também como um mecanismo de defesa, que permite à pessoa avaliar situações novas, por meio de uma atitude de cautela, buscando a resposta adequada para cada caso”.


ADULTOS E CRIANÇAS

Se nos adultos a timidez pode dificultar em lidar e expressar o interesse sexual, o que atrapalha a relação com parceiros amorosos, por exemplo, nas crianças pode acarretar sérios problemas no seu desenvolvimento, principalmente se ela for criada em um ambiente rígido e autoritário, sem espaço para expressar e se conhecer. “Além do rubor facial, outra marca das pessoas tímidas é que elas têm dificuldade em olhar nos olhos dos outros por pura vergonha”, atesta Rita.

Valéria complementa, dizendo que existem estudos que demonstram que muitos adolescentes que se descrevem apenas como tímidos, sofrem, na verdade, de uma desordem psiquiátrica, onde as perdas sociais são acarretadas por uma timidez excessiva. Dentre os tratamentos existentes que podem auxiliar, Rita cita também a análise, a psicoterapia psicodinâmica, o treinamento de habilidades sociais e os programas neurolinguisticos, pois trabalharão aspectos diferentes do problema.


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FOBIA SOCIAL

Uma intensa ansiedade gerada quando a pessoa é submetida à avaliação de um grupo. Essa é a definição do termo fobia social. Segundo Valéria, essa “agonia”, ainda que generalizada, não se estende a todas as situações. Ela atesta que na grande maioria das vezes essa sensação se concentra em tarefas ou circunstancias bem definida. “É natural se sentir acanhado quando se é observado e esse desconforto, até certo ponto, é normal e aceitável. Porém, consideramos essa vergonha ou timidez algo realmente sério a partir do momento que a pessoa sofre algum prejuízo por causa delas, como deixar de concluir um curso ou uma faculdade, pelo motivo do exame final exigir uma apresentação pública”.

O diagnóstico nem sempre é fácil de fazer, principalmente para quem não é especialista, já que na maioria das vezes o estigma do “tímido” se instala muito cedo e o individuo passa a conviver com isso por muitos anos, e em sofrimento. “Esse problema, em grande parte dos casos, só é detectado na idade adulta, onde ocorreram perdas em áreas fundamentais da vida, sendo que a queixa inicial se refere à inadequação de se relacionar com outros, contudo, conforme a investigação desvenda outros sintomas, o quadro se apresenta de maneira clara, de que se trata de um transtorno”, revela Valéria, ao explicar que o fóbico social se sente muito incomodado todas às vezes que alguém o observa na mesma situação, como falar, escrever ou assinar em público, estacionar o carro na presença de muitas pessoas, cantar ou tocar instrumentos, se for fotografado e usar mictórios públicos. “No momento em que ela é exposta à situação fóbica, a crise de ansiedade é tão intensa que parece uma crise de pânico.” Mais comum entre os homens, ainda não foram descritos casos após 30 ou 40 anos. Entretanto, não significa que não pode ocorrer. “O mais tardar que ela pode começar é no início da fase adulta, por volta da segunda década de vida, quando o paciente percebe que é mais acanhado que a maioria das pessoas sob as mesmas condições”, alerta Valéria, ao relatar que o tratamento para esses casos, cuja eficácia traz, ultimamente bons resultados, é a associação de medicamentos e terapia cognitiva comportamental. De acordo com a psicóloga, os antidepressivos e os tranquilizantes são necessários para apagar o excesso de reatividade emocional e ansiedade. Já para questão não biológica, a pessoa precisará passar por um treinamento para desenvolver novas habilidades sociais, como aprender a iniciar, manter e finalizar uma conversa, fazer perguntas, emitir opiniões, expressar sentimentos, entre outras.


DIFERENÇAS ENTRE TIMIDEZ E FOBIA SOCIAL

Clique para ampliar
Descrição
Timidez
Fobia Social
Ocorre em situação de
desempenho social
Sim
Sim
Muito medo
Não
Sim
Reconhecimento: medo

é irracional
Sim
Sim
Ansiedade entes de estar

na situação
Não
Sim
Ansiedade na situação
Sim
Sim
Ansiedade na situação

é alta
Não
Sim
Deseja fugir da situação
Não
Sim
Podem ocorrer crises

de pânico
Não
Sim
Ocorre em uma ou

mais situações
Sim
Sim
Muito sofrimento

nas situações
Não
Sim


Consultoria: Rita Romaro, psicóloga, São Paulo/SP (11) 3285-2917 www.ritaromaro.com.br | Valéria Bessel de Jorge, psicóloga, São Paulo/SP (11) 3129-7630 valeria.dejorge@terra.com.br

Fonte: Revista impressa Ideias Polishop, Ano XI - Nº 6 | www.polishop.com





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