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Falta de carinho é um problema entre os casais


Carícias facilitam a recuperação de um paciente. Imagine o que não fazem por uma relação.

Ao pensar em demonstrações de carinho, o que vem a sua cabeça? Se você está em um relacionamento duradouro pode ser até difícil lembrar quando foi a última vez que você ganhou um carinho assim, do nada e sem intenções.


Uma pesquisa encomendada pela marca Durex, especializada em produtos sexuais, dois terços das pessoas entrevistadas assumiram sentir falta de contato com o parceiro, ainda que seu relacionamento seja feliz.

Para chegar a esse número, 2 mil britânicos comprometidos falaram sobre seus relacionamentos e três em cada cinco deles disseram que gostariam de passar mais tempo beijando e abraçando o companheiro – apenas isso. Porém, quase 30% deles chegam a passar dias sem tocar um no outro.

E não ache que essa é uma exclusividade de pessoas mais frias que os brasileiros. Por aqui, as reclamações são bastante parecidas – apesar de não haver uma pesquisa sobre o tema. Homens reclamam de falta de sexo e mulheres reclamam de falta de atenção – e o contrário também acontece.

Parece que o carinho, o toque e o beijo sem segundas intenções foi trocado pelo sexo, já que ele é mais rápido e acredita-se que mais satisfatório. O resultado dessa mudança para um prazer mais imediatista pode ser visto até mesmo em jovens iniciando sua vida sexual. Lembra aquela fase em que você e seu namoradinho ficavam abraçados, olhando no olho e apenas se beijando? Ela quase não existe mais.

Nos relacionamentos duradouros, então, o beijo virou um prelúdio do sexo. Os casais se beijam apenas antes de durante o sexo. Depois do orgasmo, o beijo vai desaparecendo novamente da vida e só volta a aparecer na próxima performance sexual.


LEIA TAMBÉM: A Importância Do Beijo Na Relação


Segundo a pesquisa, oito em cada dez ingleses acreditam que o toque - acariciar, abraçar e dar as mãos - é o elemento mais importante para um relacionamento. Para as mulheres, esse ingrediente ainda tem outro benefício: ao se sentir amada, quatro em cada dez mulheres sentem-se mais bonitas e a autoestima chega a aumentar em até 40%.


Dar e receber carinho

. Não distribua carinhos só para recebê-los de volta. Abrace o amado porque ele merece, para demonstrar amor, porque sentiu vontade - e não por estar carente.

. Não cobre afagos dele. Eles devem ser, mesmo quando não espontâneos, sinceros. Com exceção daqueles momentos nos quais a solidão toma conta, exigir carícias com freqüência banaliza o ato.

. Mantenha-se receptiva. Responder "o que você está querendo" ao receber um chamego do parceiro não é a melhor maneira de demonstrar o quando gosta dessas meiguices.

. Perceba quando o companheiro - e o relacionamento de vocês - necessita de um afago. "Um marido que vive reclamando pode estar precisando de um carinho na hora de dormir", diz Shinyashiki em seu livro Carícia Essencial (Ed. Gente - R$ 27). E, mesmo quando tudo parece bem, lembrar de dizer "eu te amo" através de um beijo ou “você é muito especial” por um rápido cafuné ajuda a aquecer corações.

. Entenda as diferenças entre vocês. Nem todos possuem o hábito de beijar a amada a todo o instante. Alguns, por diversos motivos, são mais contidos. A boa notícia é que, com o tempo - e muito estímulo - mesmo os durões acabam cedendo e, de repente, estão abraçando de supetão suas queridas.


A importância do carinho

. Nosso corpo é revestido por cerca de 5 m2 de pele, abastecida por quase cinco milhões de terminais nervosos, responsáveis pela transmissão das sensações ao cérebro. As mãos são especialmente hábeis nessa tarefa: só nas pontas dos dedos temos 700 receptores de toques em cada 2 mm de pele.

. Quando uma pessoa é tocada suavemente no ombro por até três segundos, tende a colaborar 68% mais do que se não for encostada, segundo experiência feita nos Estados Unidos.

. O pesquisador norte-americano M. F. Harlow, em seu artigo Amor em Filhotes de Macacos*, concluiu, após observar o comportamento de macaquinhos diante uma mãe substituta feita de pano e outra de arame, que ''a estimulação tátil é tão importante quanto o alimento no desenvolvimento dos comportamentos". Detalhe: a mamadeira estava com a de metal e, mesmo assim, os animais preferiam a de tecido!

. "O toque é capaz de aliviar a dor, a depressão e a ansiedade", garante a terapeuta norte-americana Kathleen Keating, autora do livro "A Terapia do Abraço - Vol 1" e "A Terapia do Abraço" - Vol 2 A expressiva linguagem dos abraços (Ed. Pensamento).

* M. F. Harlow e M. K. Harlow: Social deprivation in monkeys. Scientific American, nº 207.


Referências: Preliminares | Amor e Sexo





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