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O corpo feminino através dos séculos



É difícil de acreditar que um dia o corpo da mulher, era contemplado por sua beleza natural. Infelizmente, o padrão de beleza feminino passou por muitas mudanças drásticas ao longo dos séculos.

Antigamente a definição social da corpulência era bem outra. Entre os séculos XVI e XVIII, mulheres gordinhas não era só sinônimo de beleza, mas também, de distinção social. Nestas sociedades, o regime das elites ditava um ideal feminino que andava de par com a corpulência das grandes damas. Não havia formosura, sem gordura! E gordura era sinônimo de riqueza. Havia também uma correlação direta entre gosto alimentar e gosto sexual.



Pré-história: As mulheres de seios fartos e quadris definidos eram as preferidas, pois essas características estavam relacionadas à saúde e à fertilidade.

A Vénus de Willendorf também conhecida como Mulher de Willendorf é uma estatueta representando estilisticamente uma figura feminina. A vulva, seios e barriga são extremamente volumosos, de onde se infere que tenha uma relação forte com o conceito da fertilidade. Leia: O Amuleto da Fertilidade

Na poesia e na literatura do mesmo período, observa-se que os adjetivos empregados para designar a mulher amada e a comida são os mesmos: “delicada, suculenta, doce, deliciosa”, etc…


Século VIII: Em uma época de grande influência da Igreja, o ventre saliente estava relacionado à gravidez da Virgem Maria; por isso, quanto mais barriga, mais bonita.


Século XIV: No Renascimento, a saúde virou moda devido à peste negra, que eliminou dois terços da população; então a gordinha era o padrão de beleza.

As curvas predominavam como padrão e o espartilho era peça fundamental na criação desse novo modelo: dando a forma de ampulheta ao corpo da mulher, com a cintura bastante fina em contraste com os braços carnudos e pernas fortes. Apesar do vestuário da época impedir que o corpo aparecesse muito, ele sugeria uma redução no volume, contrário ao estilo renascentista.



Reprodução


Com o passar do tempo, a obesidade começava a provocar interjeições negativas. Sobre as baianas, “os maiores espécimes da raça humana” dizia um estarrecido viajante estrangeiro de passagem pelo Brasil, que essas pesavam mais de 200 libras e andavam “sacudindo suas carnes na rua, e a grossa circunferência de seus braços”. As mulheres brancas eram descritas por observadores estrangeiros como possuidoras de um corpo negligenciado, corpulento e pesado, emoldurado por um rosto precocemente envelhecido. As causas eram várias: a indolência, os banhos quentes, o amor à comodidade, o ócio excessivo desfrutado numa sociedade escravista, o matrimônio e a maternidade precoces, as formas de lazer e de sociabilidade que não estimulavam o exercício físico, o confinamento ao lar impregnado de apatia onde prevalecia o hábito de “desfrutar de uma sesta, ou cochilo depois do jantar”, como explicava, em 1821, o inglês James Henderson.

Apesar do declarado horror à obesidade, os viajantes estrangeiros reconheciam, contudo, que o modelo “cheio”, arredondado, correspondia ao ideal de beleza dos brasileiros, o que explicavam pela decorrência do gosto de seus ancestrais. Gorda e bela eram qualidades sinônimas para a raça latina meridional, incluídos ai os brasileiros, e para explicar essa queda pela exuberância, era invocada a influência do sangue mourisco. Dizia-se que maior elogio que se podia fazer a uma dama no país era estar a cada dia “mais gorda e mais bonita”, “coisa – segundo o inglês Richard Burton, em 1893 – que cedo acontece à maioria delas”.


Século XIX: Sedutor era ter formas arredondadas, como as da Marquesa de Santos. Mas, na virada do século, as mulheres voltaram a se espremer em espartilhos.



Penny Brown


Década de 20: Predomina um modelo mais magro, mas com a silhueta cilíndrica (cintura, seios e quadris de medidas semelhantes), mostrando a emancipação da mulher.

A moda das cheinhas só perdeu força quando um imperativo econômico se fez presente: a escassez de alimentos na Europa. Regimes, cirurgias plásticas e ginástica passaram a modelar o corpo feminino de forma quase obrigatória. As gordinhas, antes admiradas, tornaram-se a representação do fracasso pessoal.

Com essa transformação, os novos métodos de ginástica investiam em potencializar as forças físicas e as mulheres começam a pedalar ou a jogar tênis na Europa. Não faltou quem achasse a novidade, imoral, uma degenerescência e até mesmo, pecado.


Anos 40 e 50: Com a Segunda Guerra, as mulheres tiveram que entrar no mercado de trabalho. Voltaram as formas mais roliças, porém com a cintura afinada, como a de Marilyn Monroe.



Marilyn Monroe

A partir dos anos 60 o corpo da mulher começou a ser mais erotizado, mais curvilíneo e à mostra. Atrizes como Brigitte Bardot e Marilyn Monroe são ícones da década. Já nos anos 70 foi marcado pela antecipação de uma tendência que viria forte nas próximas décadas: a magreza. A modelo Twiggy, foi um grande ícone de beleza e elegância, ostentando pernas finíssimas e até uma certa fragilidade.



Twiggy


Anos 90: Corpos musculosos e bem torneados, caracterizando um perfil de mulher competitiva com o homem no trabalho. Foi contornado pelo padrão idealizado da mulher alfa - uma mulher atlética, destemida e inteligente. O modelo pode ser evidenciado na personagem Lara Croft, de Tomb Raider, interpretada no cinema pela atriz Angelina Jolie, personagem que ganha curvas e ares de mulher que luta por causas nobres.


2000 >>: Padrões de extrema magreza. Os problemas com anorexia cresceram entre adolescentes em busca de formas pré-estabelecidas. Um forte modelo nos dias de hoje é a cantora Madonna, que exibe em seus clipes musicais um corpo magro e atlético, musculoso e bem definido, mesmo tendo mais de cinqüenta anos de idade. A cantora exibe um corpo que é o seu próprio veículo para afirmar suas ideias - um culto ao hedonismo e à afirmação feminina - uma ideia de que o corpo conduz ao prazer, e consequentemente, ao poder.



Reprodução/Tom Munro

Insidiosamente, a norma estética, emagrece, endurece, masculiniza o corpo feminino, deixando a “ampulheta” para trás. Chegou a moda do “quanto mais magra, mais bonita”.

Moda difícil de seguir, pois as brasileiras, hoje, continuam a ganhar formas e curvas.


Adaptado por GGPremium

Referências: Historia Hoje | Vila Mulher





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