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24 de fevereiro de 2014

Marcas famosas lucram bilhões com mulheres reais


“O que incomoda é descobrir que não são mais as pessoas que estão fora dos padrões: os padrões é que estão fora das pessoas”, afirmou o escritor Felipe Machado na revista Elle, num artigo que defende “mais amor e menos alface”.


Em contrapartida a onda de fotos de barrigas negativas e ao culto à magreza que toma a conta das redes sociais surge movimentos em prol da “beleza real”. E não é campanha de marca de cosméticos, não. Grifes internacionais de peso têm trocado as tops models de suas campanhas por pessoas “comuns”, leia-se gente que não se encaixa no padrão de 1,80 m de altura e 50 quilos. Diesel, Lanvin, Levi´s e Miu Miu foram algumas das marcas que dispensaram as modelos de suas últimas campanhas e apostaram na diversidade a fim de aumentar a identificação de suas marcas com mulheres de todos os tipos. E, claro, suas vendas.

Por um bom tempo muitas marcas “esnobaram” numerações acima do 44 e, em vez de buscar embelezar mulheres de todos os biótipos, preferiram aliar suas roupas a clientes no padrão das passarelas. Quem optou por oferecer criações modernas e atuais para mulheres maiores se deu bem: o segmento “plus size” cresce cerca de 10% ao ano e movimenta anualmente cerca de R$ 4,5 bilhões só no Brasil.

No domingo, 23, aconteceu o Fashion Weekend Plus Size, evento de moda voltado ao segmento com roupas a partir do tamanho 44. Parênteses: 44 é uma das numerações que mais se vende no país, já que em geral as brasileiras são curvilíneas, e o 44 também corresponde a modelagem média de muitos países. Fica a pergunta: seria o caso de marcas específicas lançarem coleções focadas em numerações a partir do 44, que representa a maioria de nós? Ou a maioria das marcas deveria aumentar sua grade, com toda a nossa diversidade de biótipos?



Foto: Look Xica Vaidosa

Se diversidade é a palavra da vez, que ela não diga respeito apenas a gênero e cor de pele, mas a tamanho também. Esperamos que os lançamentos para mulheres que usam manequim maior que 44 não estejam apenas num evento segmentado e denominado “plus size”, mas nas araras das grifes que participam das “Fashion Weeks” tradicionais. Isso sim seria normal, não?


Por Danielle Ferraz | Tá Na Moda
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