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A Beleza natural da mulher Renascentista


Entre o homem pré histórico, por exemplo, as mulheres de seios fartos e quadris largos eram adoradas como uma divindade, associadas a fartura, saúde e fertilidade. Na verdade, o cérebro masculino não gosta de mulheres magras, explica o geneticista Renato Zambora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.



Image Credits: Photography by Ilya Fedorov


"O geneticista aponta que a beleza é uma questão importante para que os homens escolham as esposas. E durante a evolução humana, a beleza feminina se relacionou com a capacidade de ter filhos. Mulheres gordas, de quadril largo e cintura fina, indicavam a possibilidade de gerar uma prole saudável. Zambora explica que a cultura pode criar padrões estéticos diferentes, como o culto à magreza que se vê hoje, mas o cérebro masculino continua reagindo à beleza da mesma forma que há milhares de anos.

"Não é verdade que homens achem muito bonitas mulheres muito magras. Elas perdem os ícones sexuais, a relação da cintura quadril fica prejudicada porque o quadril emagrece, e ficam praticamente com ausência de mamas. O cérebro não identifica aquilo como corpo de mulher e não sente desejo"

Fonte: www2.camara.leg.br


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No período renascentista o padrão de beleza da mulher estava extremamente relacionado a riqueza e a vida ociosa dos ricos. Somente as ricas tinham acesso a uma boa alimentação, e as mulheres gordas eram as mais admiradas.


A partir do século XVII, o ideal de beleza feminino sofre grande transformação, passando a exigir formas mais delicadas. A cintura, maior objeto de desejo, tornou-se cada vez mais fina através do uso de espartilhos. No século XVIII, ressurgem as formas naturais e estas foram valorizadas durante um curto período de tempo. O espartilho foi quase abandonado. Pouco tempo depois, os espartilhos voltaram com um novo material, barbatana de baleia, o qual permitiu maior flexibilidade ao material para que a cintura fosse mais pressionada.

As formas mais avantajadas, com mulheres gordinhas e face corada ganharam novamente destaque na burguesia do século XIX. A Revolução Industrial acentuou as diferenças entre classes sociais e colocou em destaque, no século seguinte, tudo o que provinha da riqueza, recuperando o ideal renascentista de beleza. O corpo desejado era o que tinha forma de ampulheta. Para adquiri-lo, as mulheres utilizavam espartilhos cada vez mais apertados.

O Renascimento não foi só um período em que as mulheres das classes dominantes se distinguiam das que lhes eram socialmente inferiores pelas suas formas mais nutridas e pela brancura imaculada da roupa interior, mas também um período em que se tornou mais importante que as mulheres fossem “diferentes” dos homens, tanto na forma de vestir como na aparência e no comportamento.

As mulheres manifestaram uma tendência para se vestirem de forma mais pudica. Os seus vestidos compridos e volumosos, revelavam uma cintura torneada ainda mais delgada pelo uso do espartilho, e, quando os costumes mais liberais o permitiam, podiam mesmo exibir um peito leitoso e adequadamente empoado e pintado com rouge.

O neoplatismo renascentista veio atribuir um novo valor à beleza ao reconhecê-la como sinal exterior e invisível de uma “bondade” interior e invisível. A beleza já não é considerada um trunfo perigoso, mas antes um atributo necessário do carácter moral e da posição social.

Ser bela tornou-se uma obrigação, já que a fealdade era associada não só à interioridade social, mas também ao vício. O invólucro exterior do corpo tornou-se um espelho no qual o íntimo de cada um ficava visível para todos.


Nesta época, cânones da beleza feminina e o modelo ideal de mulher sofreram várias transformações: de esbelta a roliça e de natural a pintada. A silhueta e o rosto femininos foram correspondendo às diferentes condições de dieta, de estatuto e de riqueza, dando origem a novos padrões de aparência e gosto, a novos ideais de beleza e erotismo.

O ideal medieval da dama aristocrática graciosa, estreita de ancas e de seios pequenos, deu lugar nos finais do século XV e durante o século XVI, a um modelo de beleza feminina mais roliça, de ancas largas e seios generosos, que se iria manter até finais do século XVIII.

O corpo e a beleza física ganharam importância histórica a partir do final da Idade Média com a Renascença.


"No século 19, o romantismo proporcionou a construção de um novo padrão estético do corpo humano no mundo das artes, primando pela harmonia e "naturalidade". As mulheres poderiam ser retratadas com cores pálidas, longos e irrequieto cabelos, e mesmo curvas bem aparentes. Nesse período, bem ao contrário de hoje, as mulheres "volumosas" eram consideradas saudáveis, principalmente em relação ao seu futuro reprodutivo. Comente com a turma que foi também no século 19 que começaram a se disseminar manuais de medicina que indicavam a necessidade da realização de exercícios físicos como forma de se alcançar um corpo considerado ideal, tendo aí o início da relação entre saúde e elegância. Já no século seguinte, o corpo volumoso deixou de ser sinônimo de saúde e de boa aparência. A magreza começava a ser um ideal e, para muitos, verdadeira obsessão, refletida nos filmes que passavam a inundar o mundo a partir de Hollywood."

Fonte: Revista Escola


OBS: "Não se preocupe com o atual Padrão de Beleza ou com quaisquer mudanças futuras ele venha sofrer. Só existe um único padrão: O SEU!". #Ficaadica ;-)


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O Triste Fim Da Beleza Renascentista

Infelizmente o século XX transformou os antigos costumes. As mulheres começaram a explorar mais o próprio corpo, recuperando o ideal de "boa forma". A transformação cultural ocorrida na década de 1920, trouxe a emancipação feminina. Os espartilhos foram substituídos pelo sutiã. Neste período, Coco Chanel revolucionou o conceito de beleza feminina, introduzindo saia na alturas dos joelhos. A silhueta feminina ficou mais fina, sem muito destaque para a cintura.

O início dos anos 1940, marcado pela Segunda Guerra Mundial, trouxe formas masculinizadas, entrando em voga os ombros largos. Entretanto, com o final da guerra, a cintura voltou a afinar, tendo Marilyn Monroe como ícone da beleza feminina.



Marilyn Monroe


O movimento hippie nos anos 60 / 70 trouxe a moda do corpo sem curvas e seios pequenos. As formas femininas tornaram-se apagadas. A magreza é incorporada ao ideal de beleza da época. Considerada a primeira Top Model do mundo, Twiggy Lawson dita um novo estilo.



Twiggy Lawson


A década de 80 vem marcada por novas formas. Surge a ideia do corpo feminino musculoso, muito bem representado pela cantora Madonna. A liberação feminina e a competição com os homens eram talvez as principais razões para esse novo estilo.



Madonna


Nas décadas de 1980 e 1990, as curvas femininas voltaram a ser valorizadas. Modelos como Luiza Brunet, Claudia Schiffer e Cindy Crawford, ganham destaque, mostrando uma aparência natural e saudável.

Mas ainda na década de 1990, a modelo Kate Moss surge como ícone, opondo-se à beleza considerada padrão dessa década e instaurando a ditadura da magreza. Ser magra passa a ser uma verdadeira obstinação feminina. Os casos de anorexia e bulimia nervosa tornam-se mais frequentes, e a beleza muitas vezes deixa de ser associada a saúde.

No século XXI, o corpo magro continua sendo almejado, porém curvas mais generosas marcam o novo ideal de beleza feminina. A Top Gisele Bündchen é um excelente exemplo desse novo conceito de beleza.



Gisele Bündchen


Hoje também há destaque para um outro padrão de beleza, mais sensual: bumbum perfeito, quadril largo, pernas torneadas e seios avantajados, além de um corpo malhado. As próteses de silicone, cirurgias de lipoaspiração, e academias lotadas marcam esse novo momento.



Reprodução


O padrão de beleza dos dias atuais divide-se entre o estilo "modelete", das mulheres altas e delgadas, das Tops internacionais, ainda perseguido por muitas e o estilo "malhadete" que vem surgindo na última década, de corpos esculpidos na academia. É claro que a mídia tem hoje um papel fundamental na imposição de tais padrões. Mas o desejo de fazer parte de um grupo tido socialmente como o ideal é que sempre permeou o conceito de beleza. Esse conceito, é evidentemente relativo. A história mostra. Ainda assim, a grande maioria persegue os padrões ditados pela sociedade, fruto de uma ideologia dominante. O belo pode ter inúmeras representações, de acordo com cada grupo e cada momento histórico. Entender esse contexto é o primeiro passo para que cada um busque seu próprio estilo, sem pressões, preconceitos ou modelos. Antes de qualquer coisa, é importante ser saudável e principalmente, ser feliz. Essa é a verdadeira essência da beleza.


NOTA: A partir dai, graças a mídia, nasceu a obsessão pelos corpos magros, ideia difundida pela indústria da moda, e também pelo desejo na androgenia feminina. Pois já percebemos que esse é não é um comportamento natural! Mas para muitos as gordinhas ainda são padrão de beleza (adoro rs!) e são muito desejadas! Na verdade, as gordinhas são exatamente o ideal da perfeição natural da beleza feminina humana.

O que torna uma pessoa feia ou bela é na verdade um mistério. Mas cada lugar e cada época estabelecem critérios para definir a aparência desejável às pessoas, ainda que muitas delas superem esses critérios por causa da sua personalidade, da sua segurança, da sua capacidade de adaptação ou do seu poder.


Adaptado por 'GG Premium' | Referências: My Dreams e Apaixonado Por Gordinhas





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