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Pílula do dia seguinte



Tudo o que você precisa saber sobre esse contraceptivo de emergência



QUANDO USAR

A pílula do dia seguinte deve ser usada em situações expecionais para prevenir uma gravidez não planejada após uma relação sexual desprotegida.

Também é indicada quando nenhum método contraceptivo foi utilizado, se houve esquecimento da tomada da pílula convencional, rompimento ou deslizamento do preservativo ou, ainda, se a mulher foi vítima de abuso sexual.

“É importante destacar que o uso da pílula do dia seguinte não protege contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), não induz à conduta sexual de risco e não deve ser método de rotina”, alerta Achilles Machado Cruz, ginecologista e obstetra.

Seu uso frequente implica em maior risco de falha contraceptiva.


AÇÃO

Essa pílula inibe ou retarda a ovulação, evitando a fertilização do óvulo.
Segundo o especialista, não existem evidências que indicam o impedimento do processo de implantação de um óvulo fecundado, o que torna o método ineficaz se a mulher já tiver ovulado.

Portanto, a pílula de emergência (contendo o hormônio sintético levonorgestrel) não é abortiva.

Para que ela tenha o efeito previsto, é preciso que seja tomada o mais rapidamente possível. Quanto mais tempo se passa entre a relação sexual e a ingestão da pílula, a sua eficácia diminui.

  • Ingestão até 24 horas após a relação: 95%;
  • Ingestão de 25 a 48 horas após a relação: 85%;
  • Ingestão de 49 a 72 horas após a relação: 58%.

Após tomar a pílula, a mulher apresenta um sangramento na data prevista da menstruação, podendo haver antecipação ou atraso.

Se o atraso persistir por quatro semanas, faça um teste de gravidez.


QUEM PODE TOMAR?

A pílula do dia seguinte é segura e adequada para todas as mulheres em idade reprodutiva.

“Devido à natureza de curto prazo de uso deste contraceptivo, não ha situações clínicas que o tornem uma ameaça à saúde da mulher”, avalia o médico.

Geralmente, a única condição onde o método não deve ser indicado é na suspeita ou confirmação de gravidez.

Ressalta-se que, apesar disso, se uma mulher, inadequadamente, usar a pílula do dia seguinte estando grávida, não haverá nenhum efeito nocivo à mãe ou ao feto (como anomalias ou malformações).


INFORMAÇÕES ÚTEIS

A pílula do dia seguinte é oferecida pela rede pública nos postos de saúde.

Nas farmácias, por ser necessária em situações de emergências, ela pode ser comprada sem receita médica.

É possível que ocorram náuseas, vômitos ou alterações no fluxo menstrual. “Caso haja vômito até 2 horas após a ingestão da pílula, a dose deve ser repetida”, orienta o ginecologista.

A pílula de emergência pode ser encontrada em dose única ou com dois comprimidos. Ambas apresentam a mesma eficácia, a diferença está apenas na posologia.

Após ingerir essa pílula, use camisinha nas relações e consulte seu ginecologista para indicação de um anticoncepcional de rotina.

Caso já seja usuária de um contraceptivo oral, continue tomando os comprimidos normalmente.


Consultoria: Achilles Machado Cruz, especialista em ginecologia e obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Fonte: Revista Malu, Ano 13, Nº 464 | www.revistamalu.com.br





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ATENÇÃO! "Algumas informações e sugestões contidas nesta página são compartilhadas de outros meios de comunicação, bem como blogs, sites, jornais e revistas impressas. As dicas têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e outros especialistas."


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