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Cuidados com a automedicação


Tomar medicamentos por conta própria é perigoso para saúde. Entenda os riscos que você corre e fuja disso!

Usar um remédio sem antes consultar um médico pode ter consequências sérias, como mascará um problema de saúde grave. “É comum as pessoas se medicarem quando o sintoma parece bobo. Mas um órgão dolorido é o primeiro sinal de uma doença e, se a dor persiste, o acerto é consultar um médico”, diz Antonio Carlos Barbosa de Souza, clínico geral da Associação Paulista de Medicina. Conheça outros perigos da automedicação e fuja dessa fria.



Reprodução



Analgésicos e antigripais não são inofensivos

Até um simples remedinho que tira a dor de cabeça ou alivia o mal-estar da gripe pode ser arriscado. É o caso do ácido acetilsalicílico, vendido livremente e que atua como analgésico, anti-inflamatório e antifebril, mas que é uma ameaça se tomado em doses altas.

“Para pessoas com gastrite avançada, há risco de desenvolver uma úlcera”, diz Souza. A droga também afina o sangue, podendo causar problemas de coagulação. Por isso, seu uso prolongado só deve ser feito com indicação médica. Segundo o especialista, outra classe de medicamento utilizada é a dos antigripais. Eles podem mascarar outra doença, ou seja, esconder sinais de alerta importantes. “Seu uso não pode ultrapassar três dias. O que parece ser uma gripe comum pode se tratar, na verdade, de uma pneumonia.”


O perigo do uso errado de anti-inflamatórios

Quem nunca se desesperou e tomou o primeiro anti-inflamatório que encontrou em casa para melhorar a dor de garganta ou um mau jeito nas costas? Tente alívio de outra maneira, a não ser que o remédio tenha sido receitado por um médico. O excesso de anti-inflamatórios pode causar lesões graves nos rins e no fígado. “Quando o uso prolongado for necessário, deve ser acompanhado de exames de função renal e hepática”, diz Souza. Os corticoides, então, que são potentes anti-inflamatórios, deveriam ficar de fora da farmácia caseira. Se tomados do jeito errado, causam uma série de resultados indesejados, que vão do ganho de peso à osteoporose. Cuidado!


Guarde sempre a caixinha original e as bulas dos remédios. Quando eles vencerem, descarte-os em locais apropriados para isso, nunca no lixo.


Não misture medicamentos

Quem faz uso contínuo de medicamentos para doenças crônicas, como hipertensão ou diabetes, deve redobrar a atenção. A chamada interação medicamentosa, que é a combinação das drogas entre si, pode reduzir o efeito de uma delas e trazer consequências ruins para o organismo.

Somente um médico tem condições de avaliar o risco e permitir (ou não) que você tome determinado remédio.


ALTERNATIVAS NATURAIS

Veja as sugestões da naturóloga Rita Valdujo para aliviar alguns sintomas, mas lembre-se: se eles persistirem, vá ao médico.


Dor de cabeça

Exercícios de respiração ajudam. Segundo a filosofia hindu, cada um dos lados do nariz tem uma energia diferente. Para aliviar a dor de cabeça, feche a narina direita e respire algumas vezes somente pela esquerda.


Cólica menstrual

Aqueça a barriga com uma bolsa de água quente. Prepare um chá de pau de canela e beba em seguida. A canela auxilia a expulsão do sangue e pode aumentar um pouco o fluxo menstrual, não se assuste.


Dor de garganta

Mastigue gengibre cru ou faça um chá com a raiz, que é ótima para esta queixa. Também é indicado pingar, no chá, umas gotas de própolis, que é antibacteriano e analgésico. Mas quem tem alergia a pólen não deve usar própolis.


Dores musculares

Massageie os ombros no banho. Faça um chá de alecrim ou gengibre, misture num creme e passe na região. Quem tem pressão alta, trombose ou usa medicamento homeopático não deve utilizar essas plantas.


Febre

Indica que há uma inflamação ou infecção. Procure o médico se não ceder em algumas horas. Faça repouso e beba bastante água, suco de laranja, limão ou maçã. Aplique compressas de água em temperatura ambiente na testa.


Fonte: Revista Ana Maria, Nº 876 | www.revistaanamaria.com.br





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