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Grandes Mulheres: Mariana Xavier



Mariana Xavier, que interpreta a fogosa Claudete em I Love Paraisópolis, tem uma função além de simplesmente atuar na novela das 7. Com 82kg, e sem esconder os quilinhos a mais, ela acabou se tornando referência plus size. Sem pensar em emagrecer, a atriz contou com exclusividade ao Gshow como cuida da saúde, lembrou a infância, quando ficava plantada nos estúdios da Globo atrás de autógrafo dos artistas, e falou também como enfrentou a fase em que chegou a engordar vinte quilos em um ano.



Mariana acredita que a profissão de atriz a ajudou a encontrar um novo caminho em sua vida (Foto: Capitão Zeferino)


Como surgiu o contato com a dramaturgia?
Sempre gostei muito de aparecer. Comecei a fazer balé aos 5, 6 anos e, aos 9, já estava no teatro. Lembro que logo já entrei em cartaz com uma peça. Sempre amei tudo isso!

A família apoiava o sonho?
Não muito. Era desencorajada por ser uma profissão incerta. Como sempre fui boa aluna, meu avô achava um desperdício a netinha inteligente querer ser atriz. Existia e ainda existe essa ideia de que na dramaturgia não precisa estudar.

Quando decidiu fazer TV?
Ainda criança, não existia o Projac (Central Globo de Produção), as gravações aconteciam em um estúdio na Tijuca, pertinho da casa da minha avó. Eu ficava lá, na porta, esperando os famosos para pegar autógrafo. Sempre fui apaixonada por esse mundo. Até figuração eu fiz, na novela Top Model. Adiei a busca pela TV por sempre achar que estava gorda demais para a telinha. Engraçado pensar que foi quando eu engordei realmente que me dei bem nesse meio.


Como você engordou?
Foram vários fatores. Comecei a lutar contra a balança aos 18, 19 anos, e sempre tomei remédio. Mas era ruim, porque se lutava por cinco quilos, quando parava com a medicação, engordava oito de volta.

Quanto chegou a engordar?
Aos 26 anos, a situação se agravou e foi quando eu engordei vinte quilos em um ano. A última leva de remédios se juntou ao estresse do meu trabalho na época, à minha tireoide desregulada e uma 'paixonite' aguda.

Como lidou com essa mudança radical no corpo?
Foi bom profissionalmente, então isso me ajudou a não cair em depressão. Eu nunca fui muito magra, e assim fica difícil se destacar. Se não sou loira, de olho claro, 1,70m de altura, é complicado ganhar uma primeira chance. Quando eu engordei, entrei em um nicho muito específico. Quantas atrizes boas, gordinhas e bonitas têm por aí? Poucas. Como a minha profissão é muito importante para mim, isso me ajudou a não deprimir.



Foto: Isac Luz


Qual a parte do corpo que você mais gosta?
Meu peito. Acho eles bonitos, passam no teste do lápis. (Gargalhadas)

E qual a que menos te agrada?
A barriga me incomoda profundamente.

Você pensa em emagrecer?
Hoje, estou na vibe de comer bem, procuro ter uma vida saudável. Não é meu objetivo emagrecer, até pela personagem que estou fazendo na novela.

Considera o seu corpo objeto do seu trabalho?
Sim, até certo ponto. Emagreceria para um papel, até rasparia o cabelo, se fosse valer a pena. Apesar de achar que ia ficar horrorosa. (Risos)



Fotos: Capitão Zeferino/Paulo Herédia


Como está a saúde?
Meus exames estão todos ótimos e em dia. Dou inveja em muito magrinho por aí. Esse papo de que todo gordo é doente não passa de um mito. Tem muita gente acima do peso por fatores genéticos e que, nem por isso, deixam de ser saudáveis. Me preocupo muito com isso e gosto de deixar claro que é possível, sim, ter uma vida fora de um padrão que te oprima.

Você faz exercícios físicos?
Malho e faço dança. Antes de começar a novela, por exemplo, passei uma semana em um SPA. Queria dar uma relaxada e focar no meu preparo físico. Desde que voltei de lá, não fui a um rodizio de japonês sequer.

Mudou seu jeito de pensar em relação à alimentação?
Mudei tudo. Vi que é possível viver bem comendo moderadamente. Entrou na minha cabeça. Não consigo mais ‘sapatear na jaca’ como antes. Se quero comer um brigadeiro, ok, mas não todos os dias. Antes da novela eu até dei uma emagrecida, mas pouca. Sempre tento cuidar da alimentação, mas aproveito tudo com parcimônia.



Mariana acredita que seu humor possa atrapalhar seus relacionamentos. Foto: Capitão Zeferino


Pensa em fazer cirurgia bariátrica?
Não, e por dois motivos. Primeiro porque, graças a Deus, estou longe de ter qualquer risco de vida, cuido muito da minha tireoide e malho. O outro motivo é por se tratar de uma decisão definitiva. Você optar por uma cirurgia bariátrica, onde cortam o seu estômago pela metade, é nunca mais poder fazer uma extravagância, nunca mais poder ir a um rodízio de japonês.

É contra o procedimento?
Também não. Acho que isso se justifica quando a pessoa está com risco de vida, como era o caso do André (Marques) e do (Leandro) Hassum, pelo que eu sei. Por tudo o que eu já passei, com a história dos remédios principalmente, hoje não gostaria disso. Me tornei adepta da opção mais difícil, dolorosa e natural: mudar a alimentação e focar em exercício físico.

Com a constante exposição na mídia, você acaba se tornando alvo de críticas negativas. Como lida com isso?

Muito bem, mas acho triste. Assim como aconteceu com a Maju, do Jornal Nacional, acho lamentável que as pessoas façam comentários negativos de nível preconceituoso. Esses que falam já estão perdidos. Penso que a minha exposição já traz tanto bem, que a parte ruim pouco importa. O bem que faço é maior que o mal que recebo. Acredito que faça parte do meu trabalho como artista.

As pessoas te pedem conselhos?
Eu recebo uma quantidade absurda de mensagens e comentários. Teve uma menina outro dia que foi a coisa mais linda. Ela disse que graças a mim pôde superar os 25 quilos que engordou depois da gravidez. Ela se sentia ruim, envergonhada, mas quando me via, enxergava que dá pra ser alegre, feliz e bonita mesmo estando acima do peso. Ela disse que eu mudei a vida dela. Nunca imaginei que pudesse ter esse efeito nas pessoas. Ser motivadora para as outros é muito motivador para mim.



Em dia com a saúde, Mari diz que malha e faz aulas de dança. Diz que não pensa em emagrecer com o término da novela I Love Paraisópolis


Por Rodrigo Dau | Do Gshow, Rio





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