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Um Basta à Labirintite!


Há diversas razões para o surgimento da labirintite e a má alimentação pode ser uma delas.

A labirintite, popularmente conhecida pela relação que tem com os distúrbios ligados ao equilíbrio e à audição, é uma infecção e inflamação que ocorre no interior do ouvido, conhecido como labirinto.



Foto / Reprodução


Ela afeta milhões de brasileiros e tem entre seus sintomas mais comuns tontura, diminuição da audição, vertigens e costuma piorar com o estresse, os movimentos bruscos da cabeça, a menstruação ou a passagem por locais aglomerados de pessoas.

Além desses fatores, ela também pode levar a inflamações, infecções bacterianas ou virais na orelha interna, como as otites, ou com menos freqüência, a doenças neurológicas, tumores, alergias, compressões mecânicas e alterações genéticas.


COMO TRATAR?

É claro que para tudo existe uma saída, afinal quem sofre de labirintite sonha com uma pílula mágica e, certamente, com o alívio da tontura, mas o principal de tudo é tratar a causa, a fim de evitar que novas crises ocorram. E para isso, é necessária uma investigação aprofundada.

Dependendo da origem, o melhor tratamento pode ser a correção de hábitos alimentares, o uso de medicamentos ou a reposição canalicular (para os "cristais" do labirinto).

"Quando a causa não é encontrada ou é de difícil controle, indica-se a reabilitação vestibular, uma seqüência de exercícios específicos (orientados por fonoaudiólogos) para a recuperação do equilíbrio", explica a otorrinolaringologista, diretora presidente do Instituto Ganz Sanchez e criadora da Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido (Novembro Laranja), Dra. Tanit Ganz Sanchez.

"Atualmente, um olhar mais holístico ou integral por parte do médico tem contribuído para propiciar melhor controle dos sintomas da labirintite, incluindo a prática da meditação, do yoga ou tai-chi-chuan, além de atividades físicas regulares", pondera.

Para o médico e psicólogo Dr. Roberto Debski, da Baixada Santista (SP), o tratamento dependerá da causa desencadeante. "Se for uma infecção bacteriana, por exemplo, haverá a necessidade de antibióticos. No caso das inflamações, podem ser usados os anti-inflamatórios não esteroides ou corticoides", explica, acrescentando que "para o alívio de tontura, náuseas e vômitos, os tratamentos homeopáticos, a acupuntura e as práticas da medicina interativa (corpo, mente e espírito) também podem ajudar.


CURIOSIDADE

O s casos de labirintite são mais comuns após os 40 anos de idade e cada pessoa pode senti-la de um jeito. O mais comum é ter a sensação de instabilidade, desequilíbrio ao andar, vertigem (sensação de girar), sensação de flutuação ou desvio para os lados quando se tenta andar.

Em geral, as mulheres têm mais tontura do que os homens, em qualquer idade. Nas crianças, os sintomas podem aparecer em forma de medo do escuro / altura, dores de barriga sem causa aparente, falta de atenção e concentração na escola ou a recusa de brincadeiras que precisam de equilíbrio, tais como: andar de bicicleta, pular corda ou elástico, amarelinha, parque de diversões, etc.


O PAPEL DA ALIMENTAÇÃO

Segundo o Dr. Fausto Nakandakari, otorrinolaringologista do Hospital Sírio Libanês de São Paulo, a alimentação também possui interferência direta nas crises de labirintite, por conta da doenças metabólicas que podem causar tonturas.

"Portanto, é importante manter uma dieta equilibrada, em pequenas porções de carboidratos (pão, macarrão ou batata), proteína (carnes em geral), verduras, legumes e frutas, e evitar frituras, além de bebidas alcoólicas ou do abuso de cafeína quando a pessoa sentir os sintomas", esclarece.

Vale ressaltar que o jejum prolongado, ao ponto de causar hipoglicemia, também desencadeia os sintomas, assim como o aumento das taxas de colesterol, triglicérides, ácido úrico, hipertensão arterial e do diabetes (não controlado), que podem ser responsáveis pelo início dos sintomas.

Em raros casos, a labirintite pode ser um sinal de algo mais grave, como um tumor no nervo auditivo ou o aparecimento de doenças neurológicas (esclerose múltipla, Parkinson, Alzheimer, etc.). Portanto, só a investigação médica detalhada poderá ajudar a pessoa a descobrir as causas e escolher o tratamento mais adequado.


COMO PREVENIR?

1. Alimentar-se bem, de 4 a 6 vezes ao dia, evitando doces, sal, álcool e nicotina.

2. Hidratar-se: beber água ou água de coco para que os rins consigam eliminar melhor as toxinas.

3. Exercitar-se: pelo menos 5 vezes por semana para combater o sedentarismo, melhorar o metabolismo da glicose e de gorduras e fortalecer os músculos como forma de diminuir os riscos de queda.

4. Relaxar: o estresse afeta o ouvido, do mesmo modo que o estômago ou o coração, por isso procurar ter momentos de lazer.

5. Visitar o otorrinolaringologista regularmente: para realizar exames preventivos, tanto auditivos como de saúde geral.


Por Tatiana Ferrador | Ponto de Encontro a revista da Drogarias Pacheco, Nº 24

Consultoria: Dra. Tanit Ganz Sanchez, otorrinolaringologista, diretora presidente do Instituto Ganz Sanchez e criadora da Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido (Novembro Laranja). Dr. Roberto Debski, médico e psicólogo da Baixada Santista (SP). Dr. Fausto Nakandakari, otorrinolaringologista do Hospital Sírio Libanês de São Paulo.





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