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Dó, nunca! Compaixão, sempre!


Diante do sofrimento alheio, já vi muita gente com pena a ponto de perder o sono, de chegar às lágrimas... Atitude, em principio, corriqueira. Afinal, todos nós ficamos sensibilizados com a dor do outro. Quando um episódio assim acontece, a tristeza aflora em nosso coração. E, erroneamente, consideramos isso suficiente para ajudar o próximo a se levantar.



Foto / Reprodução

"A pena não resolve problema! Ao notar que alguém sofre, tenha compaixão, que significa sofrer junto"
— Padre Juarez de Castro, autor do livro Nas Asas da Esperança (Ed. Alaúde)

Para quem não sabe, dó vem do latim dolor, que significa "dor". Já dolere, também do latim, é sinônimo de "sentir" ou "causar dor". acredite, faz sentido! Afinal, o que fazemos quando a quando a pena brota em nossos corações? Geralmente nada. Isso mesmo: ficamos só no sentimento, na emoção e na tristeza de ver o tormento de quem gostamos. De certa forma, apenas olhamos para a desilusão de alguém e continuamos nossa caminhada sem produzir qualquer tipo de auxilio na vida daquele que nos despertou clemência. Logo, a pena não resolve o problema! E mais: ter dó é, de certa forma, diminuir uma criatura ao nível do "digno de dó". Meu conselho? Não alimente essa sensação por ninguém!

Ao notar que alguém sofre e precisa de ajuda, tenha compaixão" Essa, sim, uma percepção nobre. Ela vem da união das palavras gregas com e pathos. A tradução: "sentir " ou "sofrer com". Esse sentimento não é distante e estéril como a piedade. Ele significa sofrer junto e se afundar no lamaçal da desgraça do outro para, unidos, vencerem.

Certa vez, enquanto Jesus pregava para uma multidão, percebeu os ouvintes famintos. Então, sentiu compaixão. Por isso, Ele reuniu forças e multiplicou os pães e os peixes para alimentar todos.Caso tivesse sentido dó, aquele povo voltaria para casa com fome. Por quê? Ora, porque Ele não teria se colocado na posição do sofredor. E, sem imaginar a tristeza alheia, não mudaria a situação. No momento, quem tem compaixão sente, padece e chora junto, esforçando-se para minimizar a tragédia de terceiros.. Com essa lição de Jesus, fica a mensagem: não apenas multiplique o pão, mas a vontade, o tempo e o desejo de fazer o bem; não multiplique só o peixe, mas o amor que existe dentro de nós para alimentar o irmão e, assim, ajudá-lo a se fortalecer em busca da vitória.

Então, eis a pergunta: diante de quem sofre, devemos sentir dó ou compaixão? Se, mesmo depois dessa explicação toda você ainda escolher a favor da primeira opção, saiba que você não fará a menor diferença aos seus amigos e parentes, pois qualquer um sente, basta ter o mínimo de sensibilidade. Porém, a segunda escolha é algo para quem é capaz de ir além e empenha-se em transformar a realidade dos infelizes por meio de sua presença amorosa e corajosa. Além disso, essa percepção generosa a coloca na posição do outro. Assim, você passa a sentir "como" e com o "próximo" a ponto de estender-lhe as mãos e auxiliar, assim como Jesus fez na multiplicação do pão.

Hoje, mais do que nunca, o mundo precisa de uma dose extra de boa vontade. Ou seja, de atitudes amplas e capazes de transformar o universo em um lugar cheio de solidariedade e comprometimento. Chega de sentimentos piedosos! Precisamos de corações valentes e profundamente amorosos. Afinal, amor verdadeiro está cima de qualquer coisa e se envolve com o próximo para que o outro seja cada vez mais pleno e feliz.

Padre Juarez de Castro | Revista Viva Mais, Ed. 597 www.vivamais.com.br





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