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Tricotilomania: quando a ansiedade faz a pessoa arrancar os próprios cabelos


Entre os distúrbios associados à ansiedade, esse talvez seja o mais perceptível do ponto de vista estético: não é difícil notar falhas cada vez maiores aparecendo no couro cabeludo e nos cílios de pessoas que sofrem de tricotilomania. O problema pode se manifestar até em crianças e geralmente começa após algum trauma ou situação adversa.



Foto / Reprodução


Tricotilomania é um transtorno psicológico mais conhecida por seus sintomas do que pelo seu nome. Pessoas que sofrem desse distúrbio de controle de impulsos arrancam os fios de cabelo para controlar a ansiedade e o nervosismo. Algumas enrolam os fios no dedo para depois puxar. Nos casos mais graves acabam ficando calvas ou com grandes falhas no couro cabeludo. Em uma pesquisa cerca de 4% dos entrevistados relataram já ter arrancado cabelos em um momento de ansiedade.


Sinais e Sintomas

• Existem graus de manifestação, que vão de pequenas falhas nos cabelos até a calvície completa.

• O diagnóstico analisa se a pessoa costuma arrancar os cabelos com freqüência, sente prazer ou alívio com isso e se estressa se tenta resistir ao impulso.

• "O s pacientes têm consciência de que seus comportamentos não fazem sentido, mas é incontrolável"

Ao longo da vida cerca de 0,6% da população arranca os cabelos excessivamente e cerca de 4% arrancam eventualmente. Algumas pessoas também comem o cabelo arrancado, o que é chamado de tricotilofagia. Esse hábito pode causar:

• Perda de apetite;

• Vômito;

• Náusea;

• Bloqueio gastrointestinal;

• Sangramento interno;

• Dores abdominais e;

• Acúmulo de cabelos no estômago.

Frequentemente exige cirurgia para a remoção do novelo de cabelos que se acumula no estômago e até nos intestinos.

Essas pessoas sabem perfeitamente que esse comportamento não é saudável mas não conseguem resistir ao impulso. Esse comportamento costuma começar ainda na infância ou adolescência e durar por toda a vida, levando-as a uma calvície precoce.

Quando a perda de cabelo fica visível e difícil de esconder, os indivíduos podem se isolar socialmente para não mostrar aos outros, agravando sua baixa autoestima, depressão e ansiedade. Mesmo que não se isolem, críticas ao cabelo também tem efeito similar de agravar os fatores que desencadeiam o transtorno e assim aumentarem a frequência de arrancar cabelos ao invés de diminuir.


Causas

Acredita-se que a genética favorece o distúrbio, mas a causa real é desconhecida: "Provavelmente, vários fatores provocam a disfunção de neurotransmissores associados às emoções, que desencadeiam os sintomas".

As três causas mais comuns são:

• Depressão nervosa;

• Transtorno obsessivo-compulsivo;

• Transtorno de ansiedade generalizada, tensão, raiva e tristeza;

Outros transtornos de ansiedade também podem ser fatores desencadeantes da doença, assim como distimia, uma forma mais leve de depressão. Está associada a baixa autoestima, impulsividade e insegurança. Existe uma tendência genética a esse transtorno, relacionada a serotonina, que causa vulnerabilidade a transtornos de humor e ansiosos.


Conseqüências

• Após o problema estar avançado, a sensação dominante é a vergonha pela atitude e aparência.

• "O paciente passa a evitar atividades em público, para que seu problema não seja percebido", alerta o médico.

• Isso afeta a autoestima, a carreira e a vida social da pessoa, que ainda terá dores nas costas e pescoço pela posição forçada e repetitiva, além de feridas e cicatrizes no couro cabeludo.


Tratamento

O principal tratamento para a tricotilomania é um tipo de terapia comportamental chamado de treinamento de reversão de hábitos. Com esta abordagem, uma pessoa com tricotilomania primeiro aprende a identificar quando e porque ela tem o desejo de puxar os cabelos. Esta técnica também ensina formas mais saudáveis de relaxamento e outros comportamentos mais adequados para reduzir o estresse no momento de grande tensão. Esta nova atividade, chamada de resposta competitiva, pode ser tão simples como fazer um punho com a mão ou massagear as têmporas, não só para responder ao estresse como também para ocupar as mãos usadas para puxar o cabelo.

A Terapia cognitivo comportamental além de ensinar comportamentos mais saudáveis para relaxamento também aborda qualquer pensamento distorcido que pode ser adicionando ao estresse que desencadeia o comportamento.

Remédios para a ansiedade (ansiolíticos e antidepressivos) podem ser utilizados como parte do tratamento. Inibidores seletivos da recaptação da serotonina) podem ser úteis para ajudar a reduzir a impulsividade, a ansiedade, a depressão, a compulsão e melhorar o humor. Uma vez recuperada dos traumas, há chances de os fios de cabelo voltarem a crescer. Contudo, o processo demora, em média, de dois a seis anos quando os cabelos foram arrancados pela raiz.

Recomenda-se o uso de chapéu, lenço ou boné para cobrir a área danificada ou raspar o cabelo para evitar desconforto social. O isolamento social pode agravar a depressão e ansiedade.


Fonte: Pt.Wikipedia.Org/Wiki/Tricotilomania





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